Precisão é estar no lugar
certo no momento certo; é mover-se de uma posição de silêncio a uma posição de
fala no momento certo; mover-se de participação a recolhimento, de trabalho a
diversão, de riso a pensamento, de colorido a neutralidade – tudo no momento
certo. Precisão é aquele ponto de transição tão delicado de uma coisa a outra.
Precisão dá forma a todos os
sentimentos profundos que preenchem a vida. Ela os capacita a serem expressos
como deveriam: com coerência e poder. Ela assegura que nada vá longe demais,
nem que as coisas sejam exageradas, fustigadas até a morte. Ela é um controle
suave, não tão óbvio quanto a disciplina, porque disciplina geralmente inspira
ação, enquanto a precisão, apesar de ser igualmente importante, mantém uma
checagem sobre ela.
Precisão vem de saber como
viver espiritualmente em um mundo material, de como tornar feliz e exato o
ponto de encontro entre mente e matéria. Uma “pessoa precisa” sabe, portanto, como
conservar a saúde, porque ela nunca se força demais, mas também sabe como
evitar a fraqueza. Ela entende os efeitos mais sutis do pensamento sobre a
maquinaria do corpo, entende o relacionamento entre o que surge na mente e o
que os lábios falam, entre o que é tocado pelas mãos e o que são as ações. Cada
ponto de encontro contém um segredo. A precisão entende isso.
Precisão não vem de forçar a
matéria a um estado de ordem, nem de se forçar ao silêncio porque você sabe que
não deveria falar. Ela não é um pânico interno que repentinamente bloqueia a
expressão e diz “não!...” Ela é a força que mantém profundidade e serenidade internas
para que você aborde cada segundo com respeito – lentamente, da maneira certa. Se
você se move rápido demais, perde o ponto de encontro entre as coisas e
torna-se como a lebre que largou em disparada, mas perdeu a corrida. É mais
seguro ser a tartaruga!
"peço-te o prazer legítimo
ResponderExcluire o movimento preciso"