Determinação faz você
sentar-se ereto e amar tudo, porque tudo faz parte do movimento para frente.
Dia e noite há o sentimento de que é só procurar e então poder tocar a essência
de sabedoria que reside em cada momento. Você pode se concentrar naquilo, deixar
que sua tenacidade busque aquilo e então a ação ocorre automaticamente como
deveria: suavemente correta.
Debater-se com a vida a
partir do exterior, tentando mudar o que é visível, é determinação invertida.
Ela torna seu rosto áspero e inflexível e embora possa trazer sucesso aparente,
pode criar uma luta interna. Portanto, determinação não é tanto uma questão de
ação, mas de tranquilidade. Quando uma qualidade da mente – paz, felicidade, profundidade,
pureza – pode permanecer firme e contínua através dos baques da vida, isso é
determinação verdadeira. Uma estabilidade assim, mantida por um bom tempo,
penetra de algum modo na superfície da vida e transforma-a. Os baques desaparecem.
É necessário alimentar a
determinação, nutrir as qualidades que você deseja constantemente manter
consigo. Como? Entendendo-as, examinando-as, usando-as. De qualquer modo, elas
fazem parte da sua natureza, mas o inverno tem durado tanto tempo que elas
entraram no subsolo. Às vezes você precisa escavar para encontrá-las e
persuadi-las a vir à superfície. Por isso há necessidade do silêncio.
O silêncio traz força para
prosseguirmos, a estabilidade para se obter êxito, a suavidade para deslizarmos
sobre dificuldades passadas sem notá-las. Se a determinação se rompe, é melhor
parar por alguns momentos, ficar em silêncio e encontrar valor novamente; de
outra forma, o que você fizer será fraco. Sinta o pulso da situação e, então,
apaixone-se pela tarefa.
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