Doçura é domínio dos
sentidos. Olhos que veem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das
coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas. Doçura é o resultado de
uma longa jornada interior para o centro da vida e a capacidade de lá
permanecer e observar.
Doçura é viver na linha da
verdade, onde você vê o que está realmente acontecendo, longe da exibição das
palavras. É uma coisa delicada, ligada à morte. Pois antes de morrer é apenas
aquela linha que você vê, e não a vida, e subitamente você entende os “porquês”
e os “quês”, e então você segue em frente. É muito especial estar vivo e feliz
e também estar nesse ponto de morte, do onde você apenas vê o que é importante.
A doçura procura pelo bem nas
coisas, pois no seu coração reside a convicção de que o bem existe em algum
lugar em tudo, é só ter paciência para descobri-lo. Falsa doçura é dizer que
algo é bom quando você não despendeu tempo suficiente para realmente descobrir
o que é aquilo e então preguiçosamente escolhe algo óbvio sobre o que comentar.
A verdadeira doçura alimenta-se apenas da realidade.
Doçura é a virtude dos muitos
jovens que não perderam seu otimismo e, algumas vezes, dos muito velhos, em
cujas curtas vidas cada momento é precioso e onde o passado tornou-se uma lista
de memórias, cuidadosamente escolhidas, que o tempo não pode levar.
Aquele que é realmente doce nunca
pode ser vítima do tempo, pois doçura é a qualidade de uma pessoa cuja vida
tocou a eternidade.
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