quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Peregrinacao Aerea

29/30 Nov

A caminho...

Rostos, malas, idiomas, horarios, espera, espera, espera...
O tempo se perde entre fusos confusos e difusos horarios e eu passo sobre as nuvens sem ver o mar ou a terra estranha que me acolhe.
Estou contida no conforto artificial e impossivel do aviao. Lome (capital de Togo, Africa) breve fica, afastada da minha curiosidade aprisionada.

                         Lome, Togo - Aeroporto (ficamos 1h dentro do aviao)


30 Nov

Africa, cores. Estampas floridas, angulosas, marcantes nos rostos e na lingua vastamente bela.
Olho de avalista, de majestade, de piedade. Olho azul, negro, multicolorido pela refulgencia da alegria e da gentileza. E, no brilho claro do sol,os azuis limpidos do horizonte encorajam o movimento. Que o voo continue! Para alem de precarias percepcoes e encolhimentos da mente. Caibo nessa circunstancia inteira. E em mim cabe qualquer gente, seja antipatica, simpatica ou empatica. Apenas evito ser apatica.
Ha muito o que trocar, pois ha muito o que ser. Persistencia, sinceridade e docura sao as armaduras para a suada luta contra o desamor. So vim para entregar. Atudo perdoo, compreendo, aceito e recebo, grata. Dou aquilo que possuo e fico leve. Fico facil defluir, voar, mergulhar.


                                Lome, Togo - Aeroporto   


30 Nov - 1 Dez

Chegando la...

Depois do aeroporto com salas de oracao e cadeiras espreguicadeiras maravilhosas (que nesse aeroporto so vi - pq passei correndo, mas no de Delhi experimentei tanto a cadeira quanto a sala), cabecas cobertas por veus e turbantes, ingles caracteristicamente nao ocidental, outros tantos idiomas insuspeitaveis e gente negra, parda, loura entro, finalmente, no aviao das criancas de olhos grandes, mulheres de saias,veus e terceitoolho, dos homens curiosos, morenos, sorridentes, gentis, prestativos. Mais algumas horas e ja chego la.

Aeroporto de Mumbai - luxo de Marajas                  
  

1 Dez

Chegada ofegante

Minutos antes de descer do aviao o simpatico indiano a meu lado me informa que estou prestes a pisar no quarto ou quinto maior aeroporto do mundo. Mas os indianos nao se contentaram em construir interminaveis corredores e saloes do tamanho de shoppings. Para assegurar um assombro impressionante por sua grandiosidade, revestiram todas as superficies com carpetes imitando tapetespersas, marmores reluzentes e impecavelmente limpos,espelhos e vidros coloridos, alem de pequenos jardins, chafarizes, obras de arte em ostentosos paines e toda qualidade de frescura imaginavel.
Quando ja havia percorrido uns 500 metros dos 2 Km de carpete que me levariam a imigracao, fui convidada a pegar carona em um pequeno carro motorizado e silencioso que fica transportando passageiros pelo enorme corredor (E um corredor suficientemente largo para caber um carro e suficientemente longo para "justifica-lo"). Nestaconfortavelposicao uma sensacao de desconforto estranha comecou a se desdobrar, mas foi interrompida pelo meu choque na entrada da imigracao: 5 ou 6 filas de 50 pessoas cada.
Preocupada, fui confirmar se era ali mesmo que eu tinha que ir, poisso teria 3h pra trocar dinheiro, pegar bagagem, fazer check in num voo nacional e dar noticia pro Brasil. Nao era essa nao... Ufa!

Continua depois...




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