sábado, 6 de dezembro de 2014

Incredible India

Laxman Jhula, a regiao de Rishikesh onde estou hospedada e agitada, movimentada e barulhenta, isto e, ha centenas de lojas, restaurantes e barraquinhas que funcionam de segunda a segunda; ha incontaveis hoteis, ashrams e pousadas cheias de turistas; ha buzinas das motos, taxis e auto rickshaws quase tao constantes quanto os sinos dos templos da regiao. 

Por isso, dormir ate tarde nao e tao facil assim, mas hoje, pra me presentear (aqui ja e 7 de dezembro ha 13h), fiquei enrolando pra sair da cama o maximo possivel e nem sei quando levantaria nao fosse um estranho sim de fanfarra na rua a me torturar de curiosidade. Ja fazem dois dias que venho ouvindo uma fanfarra esquisita pela manha, pois ha uma escola para meninos ao lado da minha pousada, mas o som dessa manha foi diferente, entao logo desvesti minhas centenas de blusas (a noite daqui e bem frienta) e corri pra fora. 

Vi algo como uma procissao e perguntei a dona da pousada do que se tratava. Mal ela mencionava a "celebracao pela libertacao do sofrimento de um moribundo..." e eis que surge um caixao todo coberto de flores coloridas, carregado por uma dezena das varias que compunham o cortejo. 

Rapidamente passaram rumo ao Ganges para proporcionar aquela alma uma encarnacao bem aventurada na proxima vez. Se tratava de Mehant Laxmanji, o dono do templo de Laxman, que da nome a regao. Era um homem muito velho, bondoso e rico. Seu corpo foi velado ontem a noite e hoje foi cremado a beira do rio e la lancado, para desfazer-se nas sagradas aguas do Ganges.



PS: Fotos em breve.

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