Na vida uma pessoa verdadeira
sabe que jamais deveria julgar, a menos que tenha entendido o segredo do tempo;
a menos que tenha percebido como a transformação funciona e como nada está fixo
até o final. Aquele que é verdadeiro percebe a tranquilidade, o estado final à
distância, mas nunca imobiliza a jornada em direção àquilo, nunca vive como se
já o tivesse alcançado, mas o mantém sempre consigo.
Uma vida preenchida de
verdade é uma vida sem distrações ou atrasos. Coisas que brilham sequer atraem
os olhos. Há firmeza, destreza, economia e também humor, porque o humor vem do
contraste entre como o quadro está e como ele será no futuro.
Assim, a veracidade em si é
uma dádiva deixada em seu colo. Algo particular muito profundo. É conhecer a
duração inteira de sua jornada através do tempo. E esse conhecimento vem apenas
para aqueles que estão abertos. Quando existe abertura com as pessoas,
cordialidade, amor e confiança entre elas, então, nos silêncios entre as
palavras, o quadro é preenchido. Áreas nubladas tornam-se repentinamente claras
e cheias de vida. Nada pode ser acrescentado ao quadro quando, num
relacionamento, existe decepção ou desonestidade. Você fica encalhado na
superfície da vida. Honestidade entre amigos é uma abertura para Deus.
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