terça-feira, 6 de março de 2012

Autoconfiança

Autoconfiança é conhecer-se muito bem, conhecer tão instintivamente seus pontos fortes e fracos que você sempre tem uma força com a qual contar. Em algum lugar internamente, partindo do silêncio, você consegue encontrar alguma coisa. Mesmo as áreas de fraqueza não abalam mais a mente porque já estão sob demolição; são casas vazias nas quais seus pensamentos não se dão ao trabalho de entrar. E se você esbarra nesse seu lado, a confiança traz o poder para que você suavemente se afaste. Onde não há confiança, você pensa que deveria permanecer e fazer uma exibição do que é ruim, uma celebração do fraco.

Autoconfiança faz com que você se mova mais lentamente, fale mais calmamente, pare para olhar a pessoa com quem você está se comunicando, ao invés de aplainar a vida, precipitando-se pesadamente sobre tudo. Ela o capacita a permanecer feliz e calmo durante um lapso de ignorância e faz com que todos esperem até que você esteja pronto. Então, na calma, você preenche o momento com força antes que uma palavra tenha sido dita. E quando os nervos persistem em abalar seu equilíbrio, ela o capacita a administrar suavidade e silêncio e a fazer com que a máquina inteira acalme-se. A autoconfiança corre mais profundamente, muito mais profundamente que os nervos.

A autoconfiança funciona suavemente, mas ela também pode rapidamente cortar a teia de conexões falsas que faz você pensar que as pessoas estão criticando. Na sua forma mais poderosa, ela torna possível desintegrar um pensamento na mente de alguém antes mesmo que ele tenha sido percebido pelo pensante. Assim, ao invés de disparar, eles mudam de direção, para a passividade. Confiança é poder.

Qual é o método para adquirir autoconfiança? Um método é falar, não com os outros, mas com você mesmo. Em momentos de insegurança é acolhedor falar com outra pessoa, mas é uma questão de segurança falar consigo mesmo. Porque internamente existe uma reserva de amor que irá lhe compreender ao passar por qualquer coisa. A amizade não é tão consistente ou eterna. Depois de falar consigo mesmo, de dar ao nervosismo um nicho no qual silenciosamente entrar em pânico, então é melhor “fazer”. A ação, unida ao amor silencioso, destrói o nervosismo e cria uma reserva de coragem que, acumulada, pode ser utilizada mais tarde. Quanto mais você ama e então faz, mais profundo é o estoque de coragem e menos é preciso para preparar-se. E finalmente, o amor que você precisava pode ser dado a alguém mais. Completo e intocado. E não apenas amor: paz, serenidade, lealdade... todos podem ser dados sem que você os toque.

A vida pode estar exigindo que você seja determinado, mas você ainda consegue encontrar uma gota de serenidade para o uso de alguém mais. Então você não está dando apenas baseado em seu humor, mas preenchendo uma necessidade.

Onde a confiança é profunda, há a fundação para a verdadeira doação. Verdadeira significa: “eu” estou silencioso; sem nervos dissonantes ou pensamentos em voz alta. Tranquilidade. E nessa tranquilidade, eu consigo ouvir você.

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